Projeto Futuro e Vida nos Colégios Status e Liceu

No dia 25/03 os Arautos do Evangelho realizaram o Projeto Futuro e Vida no Colégio Status, sendo proporcionado tanto para os alunos do período matutino quanto o vespertino. Em seguida foi abençoada as dependências do colégio como a diretoria, tesouraria, secretaria etc.

Já no dia 26/03 o Projeto Futuro e Vida foi apresentado no Colégio Liceu, onde os alunos, muito participativos na apresentação gostaram muito e pediram para que voltasse o Projeto novamente. Do mesmo modo como o Colégio Status, também foi abençoado o Colégio Liceu e a sala da diretora Gilce.

Muito bom ver o contentamento da juventude sul-matogrossense com a música, pois podemos dizer que já está na natureza do sul-matogrossense a musicalidade.

O varão a quem Deus chamou de pai (2)

Admirável consonância entre duas almas virgens

No Antigo Testamento, a virgindade ainda não adquirira o prestígio do qual passou a gozar

Sagrada Familia – Catedral del Divino Pastor- San Sebastián, España

na Era Cristã. Muito pelo  contrário, quem não constituísse família, ou se visse impossibilitado de gerar filhos, era considerado maldito por Deus. “A espera do Messias dominava a tal ponto os espíritos, que o desprezo do casamento equivalia a uma recusa desonrosa de contribuir para a vinda d’Aquele que havia de restaurar o reino de Israel” (1). De acordo com a opinião generalizada, José, movido por uma especial moção do Espírito Santo, decidira permanecer virgem por toda a vida. Porém, não querendo singularizar- se, contrariando os costumes de seu tempo, resignara-se a contrair matrimônio, convencido de que o Senhor, tendo lhe inspirado esse bom propósito, o ajudaria a levá-lo a cabo.

Cedendo, pois, às exigências sociais, resolveu pedir a mão de Maria, a qual ele provavelmente já conhecia, pois ambos pertenciam à mesma tribo e habitavam na mesma aldeia. Tudo indica que naquela época os pais de Maria haviam falecido e Ela vivia sob a tutela de algum parente. Sem levar em conta a opinião da jovem, seu tutor apenas Lhe comunicou ter aceito o pedido de um pretendente a ser seu marido.

É sabido que Maria, desde a infância, consagrara ao Senhor sua virgindade. Entretanto, acostumada a obedecer, inclinou-Se ante a decisão de seus parentes, acreditando ser essa a manifesta vontade da Providência. Se conservava algum receio, deve este ter-se dissipado quando soube que o escolhido era José, o nobre descendente da estirpe de Davi, em cuja alma Ela já vira, por seu aguçado dom de discernimento, as altíssimas qualidades postas por Deus.

Antes dos esponsais, Maria precisava dar a conhecer ao seu noivo o voto de virgindade, sob pena de o matrimônio ser nulo. Fê-lo de forma séria e decidida, falando com toda a simplicidade de seu inocente coração. José pensou estar ouvindo uma voz do Céu e reconheceu, emocionado, a mão da Providência atendendo às suas preces. É impossível ter idéia do grau de concórdia dessas duas almas, ao se revelarem mutuamente seus mais íntimos mistérios. Desde esse instante, José passou a ser o modelo perfeito do devoto de Nossa Senhora.

Podemos bem imaginar que, já nesse primeiro encontro, a graça o tocou de maneira especial, levando-o a consagrar-se como escravo de amor Àquela que, mais do que esposa, já considerava como Senhora e Rainha.

Proporcionado a Jesus e Maria

O contrato matrimonial deveria ser acertado entre as duas famílias. Um ponto ao qual se costumava dar escrupulosa importância, sobretudo entre pessoas de nobre origem, era a igualdade de condições. Tanto Maria quanto José eram da tribo de Judá e descendentes de Davi. Mais, porém, do que qualquer requisito social, sobre aquele matrimônio pairava, desde toda a eternidade, um desígnio divino. Para a realização da vontade do Altíssimo, deveria o esposo ser proporcionado à esposa, o pai ao filho, a fim de sustentar com toda dignidade a honra de ser pai adotivo de Deus. E houve só um homem criado e preparado para essa missão, inteiramente à altura de exercê-la: São José. Ele estava na proporção de Jesus Cristo e de Maria Santíssima.

Para fazermos uma idéia exata da magnitude de sua personalidade, devemos imaginá-lo como sendo uma versão masculina de Nossa Senhora, o homem dotado de sabedoria, força e pureza bastantes para governar as duas criaturas mais excelsas saídas das mãos de Deus: a Humanidade santíssima de Nosso Senhor e a Rainha dos anjos e dos homens.

Em Israel os esponsais equivaliam juridicamente ao casamento de hoje. Para fazermos uma idéia exata da magnitude de sua personalidade, devemos imaginá-lo como sendo uma versão masculina de Nossa Senhora, o homem dotado de sabedoria, força e pureza bastantes para governar as duas criaturas mais excelsas saídas das mãos de Deus: a Humanidade santíssima de Nosso Senhor e a Rainha dos anjos e dos homens.

A partir dessa cerimônia – na qual o noivo colocava um anel de ouro no dedo de sua prometida, dizendo: “Este é o anel pelo qual tu te unes a mim diante de Deus, segundo o rito de Moisés” – ambos passavam a pertencer de forma irrevogável um ao outro e a partir de então se consideravam esposos. Contudo, a coabitação era em geral adiada pelo prazo de um ano, para dar tempo à esposa de completar o enxoval e ao marido de preparar a casa. Maria e José, fiéis cumpridores da Lei, ativeram-se a todas essas formalidades.

Mas um segredo Divino envolvia seu caso concreto, do qual certamente nenhuma das testemunhas do acontecimento – parentes e amigos – chegou a suspeitar. Ali estavam “duas almas virgens que se prometiam mútua fidelidade, uma fidelidade que consistiria em guardarem ambos a virgindade” (2).

Quanto mais uma pessoa sofre, mais é digna de amor

Nesse intervalo entre os esponsais e as bodas, Maria recebeu a embaixada do Arcanjo Gabriel. O Evangelho de Mateus deixa-o bem claro ao afirmar: “Antes de coabitarem, aconteceu que Ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1, 18). Supérfluo seria nos estendermos aqui sobre os detalhes da Anunciação e da Encarnação do Verbo, já tão conhecidos e tantas vezes comentados.

Um ponto apenas é preciso deixar bem claro: poucos dias depois desse acontecimento, Maria dirigiu-se apressadamente para o pequeno povoado das montanhas da Judéia onde habitavam seus primos, Zacarias e Isabel.

Boa parte dos comentaristas defende a idéia de que José acompanhou sua esposa na viagem de ida e, transcorridos três meses, foi buscá-La. Tal opinião parece bem fundada, pois a juventude de Maria e as dificuldades de um penoso percurso eram razões de sobra para mover a solicitude de um esposo fiel e zeloso, como era o seu.

Morte de São José – Igreja de São José – Rio de Janeiro.

Depois do regresso a Nazaré, não tardou ele a perceber os primeiros sinais da gravidez de sua desposada. No começo, relutou em acreditar, julgando-se vítima de uma alucinação.

Passados, porém, alguns dias, não pôde mais duvidar da realidade patente ante seus olhos: Maria trazia uma criança em seu seio.

Nesse momento eclodiu, como violento turbilhão, o drama na vida de São José. Talvez a provação mais terrível que uma mera criatura humana – fazendo abstração da Santíssima Virgem ao longo da Paixão – jamais tenha enfrentado. Essa era, entretanto, a divina vontade do Menino que Se formava nas puríssimas entranhas de Maria. Desejava Ele que seu nascimento viesse com o selo indelével da dor santamente aceita, para dar-nos a lição de que quanto mais uma pessoa sofre, tanto mais é digna de amor. O pai adotivo que escolhera como imagem de seu Pai Celestial, Ele o submetia a uma dura prova, dando-lhe oportunidade de levar seu heroísmo a alturas inimagináveis. Ao mesmo tempo, aparecia com maior esplendor a virgindade de Nossa Senhora.

Trecho retirado do Artigo: “O varão a quem Deus chamou de pai”, do site www.arautos.org.br

Volta ao Mundo em 8 Músicas

No dia de hoje realizamos o Projeto Futuro e Vida no colégio Tic-Tac, os alunos participaram da “viagem” conosco aos vários países do mundo. Itália, Alemanha, Egito, Japão, Países Nórdicos, EUA, Inglaterra e Brasil. Logo após o projeto foi abençoada a sala da diretoria, que é da Prof. Simone a atual diretora do colégio.

 

O varão a quem Deus chamou de pai

Há certos homens, ao longo da História, cuja grandeza ultrapassa qualquer lenda e esgota mesmo a mais rica capacidade de imaginação. Tais homens parecem ser objeto de uma especial predileção de Deus, o qual Se compraz em adornar cuidadosamente suas almas com o brilho das virtudes e de raríssimos dons. Predestinados desde o nascimento, sua vida se desenvolve em meio a aventuras extraordinárias e assombrosas que ora lhes favorecem o desempenho da missão, ora levantam-se como obstáculos intransponíveis, dando ocasião a lances de confiança e audácia que tornam suas pessoas ainda mais dignas de admiração.

No Antigo Testamento encontramos narrativas dessas a cada passo.

Extasiamo-nos diante do poder de um Moisés, que com o simples gesto de levantar seu cajado dividiu as águas do mar em duas gigantescas muralhas líquidas; ou perante a serena autoridade de Josué, que não duvidou em dar ordens ao próprio sol para deter o seu curso. Mais adiante, impressionam-nos a força de Sansão, ao carregar nos ombros as portas de Gaza, e o zelo ardoroso do profeta Elias, fazendo cessar a chuva durante três anos. A todos eles a Providência Divina concedeu o domínio sobre a natureza, essa fé que move montanhas e as faz saltar como cabritos…Tais prodígios sublinhavam o poder justiceiro do Criador e visavam, sobretudo, educar uma humanidade manchada pelo pecado original, sobre a qual ainda não se haviam derramado os benefícios da Redenção.

Imagem de São José feito no Peru

Uma nova economia da graça

Chegada a plenitude dos tempos, as manifestações da onipotência divina, longe de diminuir, atingiram um auge de profundidade e esplendor.

No Novo Testamento, porém, a grandeza se esconde muitas vezes sob os véus da comum existência humana, e isso é permitido por Deus para aumentar nossos méritos e acrisolar ainda mais nossa fé.

O exemplo paradigmático dessa nova economia da graça, nós o vemos realizar-se num varão cuja vida transcorreu na humildade e no silêncio, mas que mereceu ouvir dos lábios do Homem-Deus o doce nome de pai! Sem dúvida, Moisés, ao abrir o mar em duas partes, ou Josué, ao parar o sol, marcaram de forma indelével as futuras gerações. Mas, o que é ter sujeitado os elementos, criaturas inanimadas, diante da honra suprema de ser obedecido por Aquele de quem canta o salmista: “Mais forte que o bramido das ondas caudalosas, mais poderoso que o rebentar das vagas, é o Senhor lá nas alturas” (Sl 92, 4), e que mais tarde foi visto por Malaquias quando disse: “Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o Sol da Justiça trazendo salvação em suas asas” (Ml 3, 20)? O que significa ter carregado às costas as portas de Gaza, em confronto com a glória de estreitar nos braços Aquele que afirmou de Si mesmo: “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10, 7)? Caberá alguma comparação entre o profeta que fez parar a chuva e o patriarca cujas preces aceleraram a “chuva do Justo vindo das alturas” (cf. Is 45, 8)?

Uma das mais altas vocações da História

São José com o Menino Jesus -
Canadá

São José, o homem justo por excelência, o glorioso esposo de Maria e pai legal do Filho de Deus, é certamente um dos santos mais venerados pela piedade popular. No entanto, quase só ouvimos falar dele como “o artesão de Nazaré” ou “o padroeiro dos operários”. Esses títulos são muito legítimos, mas estão longe de nos dar idéia do píncaro de santidade  ao qual Deus houve por bem elevá- lo. Ele nunca será devidamente conhecido e venerado por nós se – repetindo em nossa época a triste cegueira dos habitantes de Nazaré – o considerarmos apenas como o pobre carpinteiro da Galiléia. Para não nos tornarmos culpados de um erro que poderia ser qualificado de “calúnia hagiográfica”, procuremos analisar a verdade a respeito deste varão destinado a uma das mais altas vocações da História.

Deus escolhe sempre o mais belo

Deus Todo-Poderoso, para quem “nada é impossível” (Lc 1, 37) e que tudo governa com sabedoria infinita, possui algo que poderíamos chamar de sua “única limitação”: ao criar, Ele nada pode escolher de menos belo e perfeito, ou que não seja para sua glória. Desde toda a eternidade, ao determinar a Encarnação do Verbo, quis o Pai que – apesar das aparências de pobreza e humildade através das quais Se mostraria, e que contribuiriam para sua maior exaltação – a vinda de seu Filho ao mundo se revestisse da suprema pulcritude conveniente a Deus. Assim, dispôs que Ele fosse concebido por uma Virgem, concebida por sua vez sem pecado original, unindo em Si as alegrias da maternidade à flor da virgindade. Porém, para completar o quadro, tornava-se necessária a presença de alguém que projetasse na terra a própria “sombra do Pai”. Para tal missão Deus destinou José, ao qual poderíamos aplicar as palavras da Escritura, referindo- se a seu antepassado Davi: “O Senhor escolheu para Si um homem segundo o seu coração” (1 Sm 13, 14).

Paróquia de São José – Sevilla, Espanha

Trecho retirado do Artigo: “O varão a quem Deus chamou de pai”, do site www.arautos.org.br

Uma lufada de alegria: Domingo Laetare.

Nosso Senhor Jesus Cristo cai a caminho do Calvário

Nosso Senhor Jesus Cristo cai a caminho do Calvário

A Quaresma é o tempo litúrgico que precede e dispõe as almas para as alegrias vindouras da Páscoa. E, como reza o Ofício Divino, a Quaresma é o tempo de “Penitência, de conversão e de salvação”. (antífona da Hora Média, na oração das nove horas).

A Igreja, instituindo a Quaresma, reveste do caráter solene e grave não somente a Ela própria, simbolizado pela cor roxa nas vestes litúrgicas, mas também a todos os fiéis que procuram praticar a tão preconizada virtude da penitência e imitar o jejum de Nosso Senhor no deserto. Tal instituição, cuja origem remonta ao século III, inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, com a cerimônia de distribuição das cinzas, e estende-se até à quarta-feira da Semana Santa.

Mons. João Clá, fundador dos Arautos celebrando na Basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima em Caieiras-SP.

Qual terna Mãe, a Santa Igreja interrompe por um instante a longa penitência da Quaresma, a fim de estimular a nossa confiança e coragem com o vislumbre e os antegozos da festividade da Páscoa. É o Domingo Laetare, quarto da Quaresma, cujo traço característico é o júbilo, representado na cor rósea da liturgia. Porém, não se esquecendo da penitência, com o objetivo exprimir a combinação entre o gozo e a penitência, foi instituída a cor Rósea, na liturgia. O róseo é um misto do roxo com o branco, um misto de radiante alegria com uma solene e sublime tristeza que simboliza a morte e ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por fim, assim reza a Santa Igreja na antífona de entrada deste dia: “Laetare, Ierusalem…” (Alegra-te, Jerusalem).